quarta-feira, 31 de julho de 2013

Geoparser - extrair localizações de um texto


A Europeana Connect, grupo de trabalho de boas práticas digitais financiado pela Comissão Europeia, disponibiliza uma ferramenta online muito interessante que permite fazer geoparsing (extrair e ordenar informação com significado espacial) sobre um qualquer excerto de texto e criar um XML com as localizações e sítios devidamente descriminados.

I - Parsing de texto para XML

Aqui fica uma pequena demonstração. Começamos por aceder à ferramenta de geoparsing e colamos o o seguinte excerto (1) retirado da Wikipedia:

"The first Tour de France was staged in 1903. The plan was a five-stage race from 31 May to 5 July, starting in Paris and stopping in Lyon, Marseille, Bordeaux and Nantes before returning to Paris."

Como se pode ver, este excerto contém referências a cidades, e essas referências têm um significado espacial (coordenadas) que pode ser associado aos nomes.

De seguida basta selecionar XML (2) e clicar em Geoparse (3):


sábado, 29 de junho de 2013

Adicionar mapas JNX a receptores GPS da Garmin

De há uns anos a esta parte, os principais fabricantes de receptores GPS de mão ou outdoor começaram a permitir que se adicione mapas ao GPS. Isto abre a possibilidade de levar para o campo todo o tipo de cartografia - cartas topográficas, geológicas, itinerárias, etc, que podem ser obtidas a partir de digitalizações de mapas em papel ou de dados em formato digital que tenhamos adquirido previamente para uso em ambiente desktop.

No caso da Garmin, há vários modelos que oferecem esta possibilidade, designada de Custom Maps. Os modelos que o permitem fazem-no através de dois tipos de ficheiros: KMZ - formato associado ao Google Earth - e JNX, formato fechado criado pela própria Garmin para distribuição de fotografias de satélite  BirdsEye.

Aqui começam os problemas. A implementação KMZ da Garmin impõe sérias limitações que na prática impossibilitam o uso de mapas grandes como fundo. As principais limitações são:

- O KMZ apenas suporta um nível de zoom (em contraste com os 5 admitidos pelo formato JNX);
- Máximo de 100 tiles por KMZ (no  formato JNX este número ascende a 50000 por cada nível de zoom);
- Navegação mais lenta quando comparada com o formato JNX;

Embora o formato JNX não esteja sujeito a todas estas limitações, trata-se de um formato exclusivo de distribuição de imagens BirdsEye - um serviço que, quando subscrito, funciona associado ao id do nosso aparelho, o que quer dizer que mesmo que se converta um mapa em jpeg ou GeoTIFF para JNX, continuaresmos a não poder utilizar esse mapa. Para contornar esta limitação é necessário aplicar um patch não oficial ao firmware do nosso GPS. Este artigo irá demonstrar toda a metodologia de patching do firmware de um receptor GPS da Garmin e posterior carregamento de mapas raster em formato JNX.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sistemas de Informação Geográfica e Paleontologia

Como é que as geotecnologias podem ser uma ferramenta de gestão de património paleontológico e geológico? Em que medida essa gestão contribui para a compreensão do território e da paisagem?

Estas e outras questões serão abordadas no próximo dia 21 de Maio (Terça Feira) na sala 3.3.15 da FCUL. Aqui fica o convite. Entrada livre.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

iD Editor (Open Street Map)

Enquanto contribuidor do projecto Open Street Map, sempre senti falta de um editor que fosse ao mesmo tempo bom e simples. Os editores desktop mais conhecidos - JOSM e Mercator, embora sejam muito completos, estão longe de ser, na minha opinião, suficientemente simples e lineares para novos utilizadores, e os editores online como o Potlach podem ser limitativos.

Outro problema que os mappers OSM enfrentam é a imensidão de tags existentes, tags estas que nem sempre são fáceis de gerir, especialmente após algum tempo de inactividade.

O iD Editor, uma aplicação web based, parece estar a ir na direcção certa. Escrito em Java script, a versão beta já permite ter uma ideia concreta daquilo que o projecto pretende ser. Essa direcção resume-se numa palavra: simplicidade!

Sob pretexto de mapear a aldeia histórica de Idanha-a-Velha, cuja visita recomendo vivamente, aqui ficam as minhas impressões deste novo editor.

domingo, 28 de abril de 2013

Rasters de elevação SRTM

Embora já existam produtos igualmente gratuítos e com melhor resolução, o modelo digital de elevação SRTM (Shuttle Radar Topography Mission) tem a vantagem de ter uma licença mais permissiva que os dados ASTER-GDEM. Os dados SRTM podem ser utilizados para qualquer fim não comercial. 

O modelo de elevação SRTM cobre a superfície terrestre compreendida entre os 60ºN e os 56ºS de Latitude. A resolução junto ao Equador é de aproximadamente 90m, e mais elevada quanto mais afastada do equador é a latitude. No caso de Portugal a resolução situa-se em torno dos 70m.

Outra vantagem importante dos dados SRTM é poderem ser acedidos de forma muito fácil e directa (sem necessidade de login/criar conta de utilizador) a partir do portal do Consortium for Spatial Information do Consultive Group on International Agricultural Resarch. Basta selecionar as quadriculas de interesse, escolher o formato e descarregar os dados: