Mostrar mensagens com a etiqueta Quantum GIS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Quantum GIS. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Encontro de utilizadores QGIS Portugal

No próximo dia 2 de Junho, no Polo II da Universidade de Coimbra, decorrerá o segundo encontro de utilizadores QGIS realizado em Portugal (o primeiro realizou-se em Outubro de 2012).

A organização do evento é assegurada pelo Grupo de Utilizadores QGIS-PT e conta com o apoio da Universidade de Coimbra e da Faunalia.

Para além de apresentações de casos de estudo, o encontro oferece a possibilidade de frequentar workshops práticos, com temáticas e complexidade técnica variada, mediante o pagamento simbólico de 5 euros que revertem inteiramente para o projecto QGIS.

A entrada (para quem não está interessado nos workshops) é gratuíta mas exige inscrição que poderá ser feita a partir desta página.

Mais informações disponíveis na página do Grupo de Utilizadores QGIS-PT. Deixo-vos com o programa do encontro.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Editar rasters com o GIMP

Certamente muitos de nós já nos deparámos com uma situação relativamente banal mas cuja solução, no mundo SIG, nem sempre é linear. Trata-se de edição de rasters, ou por outras palavras, "pintar" o nosso raster, ou brincar com os contrastes de modo a obter um mapa com o aspecto que estamos a imaginar. 

O programa GIMP pode dar uma ajuda nestas situações, se utilizado em conjunto com um qualquer software SIG. O GIMP é um programa de edição gráfica, com funcionalidades semelhantes às do Photoshop, que é distribuído sob uma licença GNU General Public Licence.

Princípio Geral

Há dois princípios gerais para edição de rasters georeferenciados em aplicações não SIG:

1 - Nunca se pode redimensionar o tamanho da imagem;
2 - A informação relativa à georeferenciação deve estar num ficheiro à parte e não embutida no próprio raster (como acontce por vezes no caso dos GeoTIFF).

Desde que estes princípios sejam respeitados é possível, efetuar, no GIMP, todo o tipo de edições relativas a cores, contrastes e efeitos, em rasters com extensão .tiff; ,jpg; .png; e .bmp.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SEXTANTE no Quantum GIS - instalação e configuração (LINUX)

Na primeira parte deste artigo vimos como instalar e configurar SEXTANTE no Quantum GIS (QGIS) em sistemas operativos Windows 7. Na segunda parte vamos ver como o fazer em sistemas Linux, tendo por base a distribuição Ubuntu 12.04.

I - Instalação e definições Gerais                                                                                      

A instalação no QGIS do plugin SEXTANTE é idêntica independentemente do sistema operativo em uso. As instruções dadas na primeira parte a esse respeito são válidas para quem estiver a usar Linux. O que muda é a forma de instalar os programas e as configurações de directorias que temos de indicar nas options and configurations do plugin SEXTANTE.

Vamos começar por adicionar o repositórios necessários para instalar alguns dos componentes necessários:

          sudo add-apt-repository ppa:ubuntugis/ubuntugis-unstable
         
Se já tiverem o Quantum GIS instalado então provavelmente já tem este repositório na vossa lista de fontes de software. Caso contrário é porque o Quantum GIS ainda não está instalado e vamos começar por aí. Numa janela de terminal digita-se:

         sudo apt-get install qgis

segunda-feira, 16 de julho de 2012

SEXTANTE no Quantum GIS - instalação e configuração (WINDOWS)


A integração da biblioteca SEXTANTE no Quantum GIS (QGIS) - disponível desde Abril - há muito que merecia uma mensagem neste blog, mas o tempo não dá para tudo, e só agora foi possível dedicar algum tempo a esta excelente notícia.


O SEXTANTE é mais um exemplo das vantagens do Open Source: integra numa única biblioteca algoritmos de análise de vários projectos - também eles de código aberto - GRASS, SAGA, GDAL, ORFEOTAUDEM entre outros. 

A biblioteca SEXTANTE é disponibilizada através de um plugin escrito em Python que dá acesso a mais de 500 funções. Algumas dessas funções são redundantes no sentido em que o próprio QGIS já as disponibiliza nativamente ou através de plugins já existentes, especialmente as funções baseadas na biblioteca GDAL ou os módulos GRASS. Não obstante existem muitas outras para as quais não havia solução nativa no QGIS.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Quantum GIS 1.8 "Lisboa"



Foi oficialmente lançada a versão 1.8.0 do Quantum GIS (QGIS) denominada "Lisboa" uma vez que o desenvolvimento desta versão inciou-se no Developer Meeting realizado em Lisboa em Abril de 2011.

As principais novidades podem ser consultadas nesta página.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Interpoladores II - QGIS Interpolation Plugin (IDW)

No primeiro post desta série dedicado ao  Interpolation Plugin do Quantum GIS, a interpolação TIN obteve resultados melhores que a interpolação IDW. No entanto, como foi sublinhado, esses resultados foram condicionados pelo facto da interpolação ter sido feita com base em curvas de nível a partir das quais foram derivados os pontos para interpolação. Este segundo estudo irá testar o interpolador IDW para a obtenção de um Modelo Digital de Elevação (MDE) a partir de um conjunto de pontos cotados e não a partir de curvas de nível.
 
De forma a testar a influência do tipo de paisagem a modelar e a regularidade ou irregularidade de dispersão de pontos no Modelo Digital de Elevação (MDE) segui, no essencial, a mesma metodologia que adoptei anteriormente:

Objectivos e Metodologia

O principal objectivo deste segundo estudo é aferir em que circunstâncias a interpolação IDW poderá ser mais indicada que a interpolação TIN. Para tal confrontou-se o melhor interpolador TIN - segundo o teste anterior - com vários parâmetros de interpolação IDW.  O segundo objectivo é perceber até que ponto a regularidade ou irregularidade dos dados de entrada podem influenciar a performance da interpolação.

Mais uma vez, e considerando que os resultados obtidos a partir de interpolação são altamente influenciados pelo tipo de terreno que se está a modelar, foram considerados dois tipos de paisagem: Falésias e Colinas Aplanadas - cuja extensão é exactamente a mesma do estudo anterior de modo a permitir uma comparação de resultados mais segura.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Interpoladores I - QGIS Interpolation Plugin (TIN e IDW)

Um dos plugins mais interessantes que o Quantum GIS (QGIS) dispobibiliza é o plugin Interpolation, desenvolvido por Marco Hugentobler. Este plugin permite criar um modelo digital de elevação (MDE - um mapa em que o valor de cada célula representa a altitude do terreno) a partir de valores de altitude (Z) que podem estar contidos numa camada vectorial (layer) de pontos ou de linhas. Os valores das células são obtidos a partir de um de dois interpoladores que a ferramenta disponibiliza: TIN (Triangular Irregular Network) e IDW (Inverse Distance Weighting).

Embora o plugin seja extremamente fácil de usar, o modo de tirar o melhor partido possível desta ferramenta é altamente condicionado pelo tipo de paisagem que se está a modelar. Este post é um estudo comparativo dos resultados altimétricos obtidos por interpolação para dois tipos básicos de terreno: acidentado/falésia e aplanado/colinas. 

Objectivos e Metodologia

O objectivo deste estudo é comparar os valores obtidos pela interpolação com os valores supostamente reais de altitude. Este comparativo nasceu da necessidade que senti de avaliar a fiabilidade dos modelos de risco paleontológico que desenvolvi para a ALT - Sociedade de História Natural. Estes modelos têm como elemento chave o declive (slope), que é calculado com base num MDE que é precisamente o que o plugin Interpolation permite fazer.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Formação em Sistemas de Informação Geográfica com Quantum GIS

Terminou esta semana uma formação introdutória aos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) na Escola Profissional Alsud de Mértola. Consistiu num módulo de 25H integrado no curso de Assistente de Arqueólogo (certificação de Nível Secundário). Esta acção foi uma excelente oportunidade para explorar e divulgar algum do bom software aberto que actualmente existe para SIG, e aproveito para deixar aqui umas notas sobre esta experiência na esperança de poder vir a ser útil a outras pessoas, formadores ou não.

O público consistiu num grupo de 13 adultos que nunca tinham tido qualquer tipo de contacto com sistemas de informação geográfica. Optei portanto pelo Quantum GIS por achar que é, actualmente, um dos programas mais amigáveis e fáceis de utilizar. 

Tendo em conta as poucas horas disponíveis para o módulo e a ausência  de conhecimentos ou contactos prévios com o mundo SIG por parte dos formandos, defini como objectivos de aprendizagem os seguintes pontos:

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quantum GIS 1.7 está aí!

Conforme anunciado anteriormente, aí está a versão 1.7 do Quantum GIS (QGIS) denominada Wroclaw. Para quem já conhece, e vinha experimentando sob a forma de edições de desenvolvimento ou de teste - este é o resultado final que congrega já algum do trabalho desenvolvido aquando do Developer Meeting de Lisboa. Para quem não conhece, está na altura de conhecer e experimentar. Dificilmente encontrarão um software mais intuitivo e fácil para aprender a explorar o mundo dos Sistemas de Informação Geográfica que o QGIS.

Não me vou prender a enumerar as novidades, uma vez que seria algo redundante pois podem ser consultadas aqui. Nem tampouco irei fazer uma análise ou review. Aproveito o pretexto que o lançamento do QGIS 1.7 me proporciona para chamar a atenção de uma novidade um pouco mais escondida mas de extrema importância: o QGIS Issue Tracking

domingo, 17 de abril de 2011

Quantum GIS (QGIS) 1.7

Decorreu no passado dia 14 de Abril, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o QGIS Day  que antecedeu o Qgis Developer Meeting que deverá culminar no lançamento da versão 1.7 do Quantum GIS(QGIS) , uma das melhores soluções livres disponíveis actualmente.

Para quem não conheça, o QGIS é muito mais que um software para sistemas de informação geográfica, é uma plataforma altamente produtiva para trabalhar  dados geográficos. Além das clássicas operações de visualização e edição de dados, o QGIS ofereçe uma interface gráfica para tirar partido das poderosas capacidades de análise do GRASS, pode ser utilizado como aplicação cliente de bases de dados PostGIS, podemos também tirar partido de uma grande fonte de dados (imagens satélite google por exemplo) e a isto tudo ainda acrescem dezenas de plugins desenvolvidos por utilizadores de todo o mundo.

Por muito bom que isto pareça, a verdade é que ainda ficará melhor, pelo menos a julgar pelo que foi anunciado no QGIS Day. As melhorias que serão disponibilizadas pela versão 1.7 (que deverá estar disponível ainda este mês), foram apresentadas por Giovanni Manghi da Faunalia, e, para conhecimento, deixo aqui uma nota das que me parecem mais relevantes.

1. Reprojecção de Rasters

Uma das mais antigas e mais desejadas capacidades que se pedia ao QGIS. A partir da versão 1.7 já será possível sobrepor automaticamente mapas em formato raster e visualizá-los com o sistema de coordenadas do nosso projecto. Isso significa que se o nosso projecto estiver, por exemplo,  em WGS84, e adicionarmos um mapa raster cujo sistema de coordenadas seja Datum 73, não precisaremos de transformar o sistema de coordenadas desse mapa porque ele será automaticamente projectado no sistema de coordenadas do nosso projecto.

2. Opções de etiquetagem de objectos vectoriais

Não vale a pena alongar muito este tópico. Basta visitar esta mensagem no blog Linfiniti (editado por um dos programadores do QGIS) para ficar a saber todos os pormenores. Basicamente passará a haver muito mais opções para etiquetas o que certamente será extremamente útil.

A versão 1.7 será a última versão estável antes do lançamento do QGIS 2.0 - que ainda não tem data anunciada mas que já contará com algumas funcionalidades extra, entre as quais um globo tridimensional - tipo goolge earth, mas que permitirá visualizações tridimensionais dos mapas produzidos em QGIS.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Toponímia de Portugal

Geonames.org é um repositório online de dados toponímicos gratuítos ao abrigo da licença Creative Commons Attribution 3.0. A partir deste repositório podemos descarregar, em formato .txt, a informação toponímica de um dado país. Neste post farei uma demonstração daquela que me parece ser a forma mais simples de transformar estes dados em informação geográfica vectorial.

terça-feira, 8 de março de 2011

Criar Polígonos a partir de pontos com o QGIS

Quem já utilizou ou utiliza frequentemente um GPS de mão ou de trecking, certamente já reparou que o aparelho permite registar pontos e linhas/trajectos mas não áreas. Podemos registar o ponto central do que geometricamente falando seria um polígono - uma clareira, ruinas dispersas, conjunto de árvores, etc, mas não podemos desenhar directamente o polígono.

Há uma forma de ultrapassar esta limitação. Basta que registemos todos os vértices do que será o nosso polígono como pontos, atribuindo a cada ponto  um nome que permite mais tarde distingui-los como vértices do polígono - por exemplo vertice1; vertice2; etc...

Descarregamos o ficheiro para o computador e guardamos no formato gpx. (formato vectorial universal para ficheiros de GPS). Depois abrimos esse ficheiro .gpx com o QGIS a partir do botão Add Vector Layer. Um ficheiro .gpx contem uma série de entidades geometricamente diferentes e surgirá um quadro a perguntar quais dessas entidades queremos acrescentar. Os nossos pontos estão armazenadas na entidade "Waypoints" e bastará essa informação para construir um polígono.


Vamos agora construir o nosso polígono a partir dos pontos. Vamos a Plugins --> Fetch Python Plugins, no separador Repositories clicamos em Add 3rd party repositories de seguida vamos ao separador Plugins e procuramos e instalamos o plugin "Points2One". Este plugin permite construir polígonos a partir de pontos. Um novo botão é adicionado à barra de ferramentas do Qgis - basta confirmar quais os dados de entrada (o layer pontos) e designar um nome para o polígono de saída que será sempre um shapefile. No final da operação basta confirmar que desejamos adicionar o polígono ao TOC (Table of contents) 

  
Uma vez obtido o polígono podemos, por exemplo, clicar com o botão direito no layer do polígono, escolher Save As e guardar o polígono no formato .kml e visualizar o polígono no Google Earth se assim o desejarmos, ou guardar em qualquer outro formato. Não poderemos voltar a gravar em formato .gpx porque este formato não suporta geometrias do tipo polígono.

Nota importante: esta ferramenta constrói o polígono a partir da ordem em que os pontos foram registados, por isso há que seguir uma ordem quando estamos no terreno a registar o polígono, e respeitá-la. Por exemplo não podemos registar vértices no sentido dos ponteiros do relógio e depois invertermos o sentido para registar outro ponto que nos esquecemos. Se o fizermos o polígono construído sairá recortado e topologicamente incoerente.