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domingo, 28 de abril de 2013

Rasters de elevação SRTM

Embora já existam produtos igualmente gratuítos e com melhor resolução, o modelo digital de elevação SRTM (Shuttle Radar Topography Mission) tem a vantagem de ter uma licença mais permissiva que os dados ASTER-GDEM. Os dados SRTM podem ser utilizados para qualquer fim não comercial. 

O modelo de elevação SRTM cobre a superfície terrestre compreendida entre os 60ºN e os 56ºS de Latitude. A resolução junto ao Equador é de aproximadamente 90m, e mais elevada quanto mais afastada do equador é a latitude. No caso de Portugal a resolução situa-se em torno dos 70m.

Outra vantagem importante dos dados SRTM é poderem ser acedidos de forma muito fácil e directa (sem necessidade de login/criar conta de utilizador) a partir do portal do Consortium for Spatial Information do Consultive Group on International Agricultural Resarch. Basta selecionar as quadriculas de interesse, escolher o formato e descarregar os dados:




terça-feira, 6 de março de 2012

Aster GDEM

Aster GDEM  (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer Global Digital Elevation Model) é uma iniciativa conjunta da NASA e do Ministério da Economia, Indústria e Transportes do Japão que visa disponibilizar gratuitamente um modelo digital de elevação para todo o mundo. Características chave:

  • Dados são disponibilizados em segmentos de 1º de latitude por 1º de longitude;
  • Resolução Espacial típica na ordem dos 27m;
  • Precisão altimétrica na ordem dos 7 a 14m;

Recentemente, a 3 de outubro, foi lançada a versão 2 que conta com vários melhoramentos, especialmente no que concerne a resolução e pequenas anomailas.

Vejamos então como obter um modelo digital de elevação a partir de dados ASTER- GDEM

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Interpoladores II - QGIS Interpolation Plugin (IDW)

No primeiro post desta série dedicado ao  Interpolation Plugin do Quantum GIS, a interpolação TIN obteve resultados melhores que a interpolação IDW. No entanto, como foi sublinhado, esses resultados foram condicionados pelo facto da interpolação ter sido feita com base em curvas de nível a partir das quais foram derivados os pontos para interpolação. Este segundo estudo irá testar o interpolador IDW para a obtenção de um Modelo Digital de Elevação (MDE) a partir de um conjunto de pontos cotados e não a partir de curvas de nível.
 
De forma a testar a influência do tipo de paisagem a modelar e a regularidade ou irregularidade de dispersão de pontos no Modelo Digital de Elevação (MDE) segui, no essencial, a mesma metodologia que adoptei anteriormente:

Objectivos e Metodologia

O principal objectivo deste segundo estudo é aferir em que circunstâncias a interpolação IDW poderá ser mais indicada que a interpolação TIN. Para tal confrontou-se o melhor interpolador TIN - segundo o teste anterior - com vários parâmetros de interpolação IDW.  O segundo objectivo é perceber até que ponto a regularidade ou irregularidade dos dados de entrada podem influenciar a performance da interpolação.

Mais uma vez, e considerando que os resultados obtidos a partir de interpolação são altamente influenciados pelo tipo de terreno que se está a modelar, foram considerados dois tipos de paisagem: Falésias e Colinas Aplanadas - cuja extensão é exactamente a mesma do estudo anterior de modo a permitir uma comparação de resultados mais segura.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Interpoladores I - QGIS Interpolation Plugin (TIN e IDW)

Um dos plugins mais interessantes que o Quantum GIS (QGIS) dispobibiliza é o plugin Interpolation, desenvolvido por Marco Hugentobler. Este plugin permite criar um modelo digital de elevação (MDE - um mapa em que o valor de cada célula representa a altitude do terreno) a partir de valores de altitude (Z) que podem estar contidos numa camada vectorial (layer) de pontos ou de linhas. Os valores das células são obtidos a partir de um de dois interpoladores que a ferramenta disponibiliza: TIN (Triangular Irregular Network) e IDW (Inverse Distance Weighting).

Embora o plugin seja extremamente fácil de usar, o modo de tirar o melhor partido possível desta ferramenta é altamente condicionado pelo tipo de paisagem que se está a modelar. Este post é um estudo comparativo dos resultados altimétricos obtidos por interpolação para dois tipos básicos de terreno: acidentado/falésia e aplanado/colinas. 

Objectivos e Metodologia

O objectivo deste estudo é comparar os valores obtidos pela interpolação com os valores supostamente reais de altitude. Este comparativo nasceu da necessidade que senti de avaliar a fiabilidade dos modelos de risco paleontológico que desenvolvi para a ALT - Sociedade de História Natural. Estes modelos têm como elemento chave o declive (slope), que é calculado com base num MDE que é precisamente o que o plugin Interpolation permite fazer.

sexta-feira, 4 de março de 2011

3D com Google Earth

O Google Earth é uma ferramenta fantástica que, mesmo, na sua versão gratuita é um excelente visualizador de dados - um tema que será explorado muitas vezes. Por vezes os utilizadores do GE queixam-se que o relevo não é representado realisticamente, ou que não permite uma boa leitura das variações do terreno. A imagem seguinte representaa baixa de Lisboa:



À esquerda temos o Bairro Alto e à direita o Castelo de S. Jorge, separados pela Baixa/Terreiro do Paço. Embora seja perceptível que a Baixa é uma zona de vale, podemos ter interesse em salientar as colinas que a rodeiam. Para tal basta ir a Ferramentas/Tools --> Opções/Options e no separador "Visualização 3D/3D Visualization" modificar o índice de exagero de elevação/vertical exaggeration e modificar o índice que vem por default (normalmente 0,5)  para 3 e obtemos uma leitura mais evidente da morfologia da zona:


Esta técnica pode ser especialmente útil se quisermos realçar acidentes topográficos em zonas de planícies onde há poucas dezenas de metros de diferença de altitude entre os objectos.

Finalmente há que ter em conta que nas versões mais antigas do GE (5.x) é necessário activar a camada/layer de terreno/terrain, caso contrário o GE apenas trabalhará em 2D.