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sexta-feira, 3 de maio de 2013

iD Editor (Open Street Map)

Enquanto contribuidor do projecto Open Street Map, sempre senti falta de um editor que fosse ao mesmo tempo bom e simples. Os editores desktop mais conhecidos - JOSM e Mercator, embora sejam muito completos, estão longe de ser, na minha opinião, suficientemente simples e lineares para novos utilizadores, e os editores online como o Potlach podem ser limitativos.

Outro problema que os mappers OSM enfrentam é a imensidão de tags existentes, tags estas que nem sempre são fáceis de gerir, especialmente após algum tempo de inactividade.

O iD Editor, uma aplicação web based, parece estar a ir na direcção certa. Escrito em Java script, a versão beta já permite ter uma ideia concreta daquilo que o projecto pretende ser. Essa direcção resume-se numa palavra: simplicidade!

Sob pretexto de mapear a aldeia histórica de Idanha-a-Velha, cuja visita recomendo vivamente, aqui ficam as minhas impressões deste novo editor.

domingo, 28 de abril de 2013

Rasters de elevação SRTM

Embora já existam produtos igualmente gratuítos e com melhor resolução, o modelo digital de elevação SRTM (Shuttle Radar Topography Mission) tem a vantagem de ter uma licença mais permissiva que os dados ASTER-GDEM. Os dados SRTM podem ser utilizados para qualquer fim não comercial. 

O modelo de elevação SRTM cobre a superfície terrestre compreendida entre os 60ºN e os 56ºS de Latitude. A resolução junto ao Equador é de aproximadamente 90m, e mais elevada quanto mais afastada do equador é a latitude. No caso de Portugal a resolução situa-se em torno dos 70m.

Outra vantagem importante dos dados SRTM é poderem ser acedidos de forma muito fácil e directa (sem necessidade de login/criar conta de utilizador) a partir do portal do Consortium for Spatial Information do Consultive Group on International Agricultural Resarch. Basta selecionar as quadriculas de interesse, escolher o formato e descarregar os dados:




terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Coordenadas geográficas em formato decimal

Recentemente deparei-me com um problema frequente - uma tabela Excel com uma longa lista de sítios arqueológicos, onde, para além dos atributos/colunas "clássicos" como o nome, cronologia, concelho, etc, tinha duas colunas com as coordenadas geográficas WGS84 expressas no formato DMS (degree, minutes seconds). As coordenadas geográficas podem ser expressas de dois modos, DMS ou decimal:

DMS:  9º 45'' 45.21'' W / 38º 06' 21.35''  N >>>> Decimal -9.76250000 / 38.10591666

Ambas as formas são válidas e indicam o mesmo local, contudo o formato DMS dificulta a integração e posterior tratamento espacial da tabela em software SIG porque contem caracteres que a tornam numa string (sequência de caracteres que pode conter números e letras, embora não seja atribuído significado matemático aos números, quando presentes), o que dificulta o seu tratamento numérico. O formato decimal facilita a integração da informação em software SIG porque apenas contem números e um separador decimal.

Existem vários conversores online para converter coordenadas DMS em coordenadas decimais, no entanto apenas permitem uma conversão de cada vez. Se tiveremos uma tabela com dezenas, centenas, milhares de entradas, o procedimento torna-se extremamente moroso, pouco eficiente e acima de tudo... desesperante!

A solução passa por utilizar o Libre Office, uma excelente alternativa ao Microsoft Office e aplicar uma fórmula que transforme as coordenadas para o formato decimal. Os dados e screenshots que aqui vou reproduzir são adulterações com vista a proteger os dados originais - dados cientifícos que ainda não foram, que eu saiba, publicados - mas que servem o propósito de ilustrar a metodologia.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital


Foi publicado em Diário da República no passado dia 8 de Agosto o Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID), que vem regulamentar a Lei 26/2011 que impõe a adopção de formatos de dados abertos pela administração pública.

Isto é uma excelente notícia para todos aqueles que, como eu, já tiveram de passar horrores com dados fornecidos por entidades públicas em formatos fechados. Mas a questão da interoperabilidade é muito mais profunda, e não se resume a conveniencias pessoais e profissionais de cada um de nós. De facto, a questão de fundo, citando  o RNID, é:

"A utilização de formatos abertos (não proprietários) é imprescindível para assegurar a interoperabilidade técnica e semântica, em termos globais, dentro da Administração Pública, na interação com o cidadão ou a empresa e para disponibilização de conteúdos e serviços, criando a necessária independência dos fornecedores ou soluções de software adotadas. [...] contribui para a universalidade de acesso e utilização da informação, para a preservação dos documentos eletrónicos e para uma redução de custos de licenciamento de software."

No que aos Sistemas de Informação Geográfica diz respeito, o destaque vai para a adopção obrigatória dos protocolos web definidos pelo  OGC (Open Geospatial Consortium), nomeadamente WFS, WMS, WPS e WCS.

No entanto, o RNID é omisso relativamente a dados raster e vetoriais. Apenas é recomendada (não sendo por isso obrigatória) a adopção do formato PNG, e tornada obrigatória a adoção do formato SVG para desenhos vetoriais - embora o SVG dificilmente se possa considerar um formato SIG. No caso dos formatos raster, mesmo tendo em conta que alguns dos formatos mais populares, como o TIFF, não tenham um estatuto totalmente clarificadao - apesar da sua generalização, talvez se pudesse ter ido um pouco mais longe na recomendação de alguns formatos.

Independentemente disto, o RNID é sem dúvida um avanço e uma mais valia para os cidadãos e para a economia. A adopção do formato ODF (Open Office) é talvez o símbolo mais paradigmático deste avanço.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Guia de visita ao Vale do Tua

Embora possa parecer um assunto um pouco desfazado do que habitualmente é publicado neste blog, não poderia deixar de partilhar um plano de viagem - e respetivos dados geográficos, claro! - ao vale do Rio Tua (Trás-os-Montes, concelho de Carrazeda de Ansiães) mais propriamente o troço que irá desaparecer debaixo das águas da albufeira da barragem de Foz Tua.


É uma viagem que recomendo vivamente, e que acho que todas as pessoas que tenham possibilidade devem fazê-la. Só assim terão consciência do que realmente se vai perder com a construção da barragem - um património geológico, paisagístico e cultural verdadeiramente sublime. Mas vamos ao que interessa - a viagem, os dados, e como as geotecnologias nos ajudam.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Dados batimétricos gratuítos

General Bathymetric Chart of the Oceans (GEBCO) é um projecto que pretende (tradução livre): "disponibilizar publicamente o mais vasto e credível conjunto de dados batimétricos dos oceanos". Os dados são mantidos e distribuídos pelo British Oceanographic Data Centre (BODC) e resultam da combinação de varrimentos de sonar efectuados por navios um pouco por todo o mundo, combinados com dados recolhidos por satélite.
Os dados são disponibilizados sob a forma de grids no formato NetCDF (Network Common Data Form) com a resolução de 30 arcos de segundo ou de 1 minuto de arco de segundo.  No paralelo 39, os 30 arcos de segundo significam uma resolução espacial em torno dos 800x800m por pixel. Vejamos então como aceder aos dados.

terça-feira, 6 de março de 2012

Aster GDEM

Aster GDEM  (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer Global Digital Elevation Model) é uma iniciativa conjunta da NASA e do Ministério da Economia, Indústria e Transportes do Japão que visa disponibilizar gratuitamente um modelo digital de elevação para todo o mundo. Características chave:

  • Dados são disponibilizados em segmentos de 1º de latitude por 1º de longitude;
  • Resolução Espacial típica na ordem dos 27m;
  • Precisão altimétrica na ordem dos 7 a 14m;

Recentemente, a 3 de outubro, foi lançada a versão 2 que conta com vários melhoramentos, especialmente no que concerne a resolução e pequenas anomailas.

Vejamos então como obter um modelo digital de elevação a partir de dados ASTER- GDEM

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Workshop Open Street Map

Irá decorrer, nos dias 11 e 12 de Fevereiro, em Torres Vedras, um workshop dedicado ao Open Street Map (OSM) - projecto que pretende mapear todo o globo com recurso aos contributos de cidadãos de todo o mundo.


O workshop, integrado na iniciativa "Vamos mapear Portugal", é promovido pela OSGeo-PT e pela ALT - Sociedade História Natural (ALT-SHN) que cederá a biblioteca para os trabalhos de edição e sessões teóricas.

O modelo do evento é misto: por um lado é uma OSM party, mas por outro tem uma componente de aprendizagem (daí ser workshop) que pretende que todos os participantes saiam deste fds de convívio com competência e autonomia para começar a mapear.

Há um limite máximo de 16 participantes (contingências da sala). 

Mais informações e incrições aqui

quarta-feira, 23 de março de 2011

Toponímia de Portugal

Geonames.org é um repositório online de dados toponímicos gratuítos ao abrigo da licença Creative Commons Attribution 3.0. A partir deste repositório podemos descarregar, em formato .txt, a informação toponímica de um dado país. Neste post farei uma demonstração daquela que me parece ser a forma mais simples de transformar estes dados em informação geográfica vectorial.