sexta-feira, 19 de abril de 2013

MapStory - publicar mapas com cronologia dinâmica


De uma forma geral podemos afirmar que os mapas foram inventados para ilustrar certas realidades   - demografia, ambiente, relevo etc. No entanto, a inclusão da variável tempo foi sempre um desafio, e mesmo hoje, na era digital, continua a ser uma questão complexa.

MapStory é uma aplicação web based que permite criar mapas em que a variável tempo é facilmente integrada, sendo o resultado final um video.  O MapStory convida os utilizadores a criarem mapas e dados que depois serão disponibilizados através de uma licença Open Database Licence  (ODbL).

Como exemplo decidi montar um mapa muito simples com as datas mais importantes da "Reconquista Cristã". A ideia é criar um vídeo que ilustre de forma intuitiva o lento avanço dos cristãos na Penísula Ibérica (quase 8 séculos):



Vejamos então como criar mapas com o MapStory.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Formação em Sistemas de Informação Geográfica em Arqueologia

Para os potenciais interessados aqui fica a nota de divulgação (e o programa) da próxima acção de formação orientada por mim em colaboração com o Campo Arqueológico de Mértola.


As inscrições poderão ser feitas a partir do site do Campo Arqueológico de Mértola. Questões relativas à formação - formato, metodologia de ensino, pré-requisitos, etc, podem ser dirigidas directamente para mim através do seguinte endereço de e-mail: opussig[em]gmail.com

Progama:

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Geo Magazine - um projecto editorial português

O geocahing é um hobby/desporto que tem ganho grande popularidade em todo o mundo, e Portugal não é excepção. Embora seja uma actividade para a qual é essencial ter um GPS, hoje em dia isso já não constitui um impeditivo significativo - é possível comprar um GPS por menos de 100 euros.

Quero desde já esclarecer que eu não sou geocacher (o meu hobby geográfico passa mais pelo Open Street Map), por isso arrisco-me a escrever barbaridades! Se assim for por favor digam!

Então porque é que vou escrever sobre algo do qual sei muito pouco? Bem, apenas para destacar um projecto editorial que me parece muito interessante e é revelador da vitalidade da comunidade geocaching de Portugal (e vitalidade é coisa que o nosso país bem precisa!). Trata-se da revista GeoMagazine, uma revista dedicada ao geocaching, dirigida essencialmente à comunidade portuguesa de geocachers coordenado por Filipe Sena, mas com contributos de muitos geocachers portugueses e que conta já com dois números - Dezembro 2012 e Fevereiro 2013.


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Coordenadas geográficas em formato decimal

Recentemente deparei-me com um problema frequente - uma tabela Excel com uma longa lista de sítios arqueológicos, onde, para além dos atributos/colunas "clássicos" como o nome, cronologia, concelho, etc, tinha duas colunas com as coordenadas geográficas WGS84 expressas no formato DMS (degree, minutes seconds). As coordenadas geográficas podem ser expressas de dois modos, DMS ou decimal:

DMS:  9º 45'' 45.21'' W / 38º 06' 21.35''  N >>>> Decimal -9.76250000 / 38.10591666

Ambas as formas são válidas e indicam o mesmo local, contudo o formato DMS dificulta a integração e posterior tratamento espacial da tabela em software SIG porque contem caracteres que a tornam numa string (sequência de caracteres que pode conter números e letras, embora não seja atribuído significado matemático aos números, quando presentes), o que dificulta o seu tratamento numérico. O formato decimal facilita a integração da informação em software SIG porque apenas contem números e um separador decimal.

Existem vários conversores online para converter coordenadas DMS em coordenadas decimais, no entanto apenas permitem uma conversão de cada vez. Se tiveremos uma tabela com dezenas, centenas, milhares de entradas, o procedimento torna-se extremamente moroso, pouco eficiente e acima de tudo... desesperante!

A solução passa por utilizar o Libre Office, uma excelente alternativa ao Microsoft Office e aplicar uma fórmula que transforme as coordenadas para o formato decimal. Os dados e screenshots que aqui vou reproduzir são adulterações com vista a proteger os dados originais - dados cientifícos que ainda não foram, que eu saiba, publicados - mas que servem o propósito de ilustrar a metodologia.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Publicar mapas interativos com Tile Mill

Fazer mapas é uma coisa, partilhá-los é outra! Muitas vezes construímos mapas no nosso software SIG desktop, mas quando chega a hora de os partilhar, normalmente exporta-se para JPEG, ou PDF, e, pelo caminho, todas as vantagens associadas à visualização SIG perdem-se, principalmente a interatividade!

Este problema é notório se estivermos a produzir mapas/informação geográfica para dar apoio a pessoas que não são utilizadores SIG, nem estão interessadas (legitimamente - não se pode ser entendido em tudo!) em adquirir as competências mínimas necessárias para tal.

A solução clássica para a interatividade é criar KMLs para visualização no Google Earth, mas mesmo isso tem as suas limitações: não é prático se se tratar de muitos layers, pressupõe instalação/autorização de instalação de um software, e a navegação do Google Earth, apesar de muito boa, não é imediata para utilizadores inexperientes devido às várias rotações de eixos que permite.

Para resolver estas questões existe o Tile Mill, uma aplicação distribuída sob uma licença BSD, e disponível para Windows, Linux e Mac. Este programa tira partido dos estilos CSS misturados com um pouco de Java Script para criar uma linguagem de scripting acessível e intuitiva, denominada   CartoCSS, que permite estilizar,  e posteriormente partilhar, todo o tipo de mapas.

Para demonstrar o quão simples é, aqui fica um pequeno tutorial que exemplifica como em poucos minutos e com apenas dois layers, criei uma mapa iterativo das árvores notáveis de Portugal. Os dados de entrada foram retirados do Atlas do Ambiente.

I - Criar um novo projeto

Uma vez instalado o Tile Mill, começamos por criar um novo projeto.Todos os projetos vêm com um layer de base, denominado "Countries". Vou aproveitar esse layer e adicionar um novo layer que descarreguei previamente para o meu computador: arvoresnotaveis (um shapefile de pontos). Uma vez carregado o layer, desligo a função Autopilot:


Como dados de entrada, o Tile Mill aceita os seguintes formatos: CSV, SHP, KML, GeoJSOM, GeoTiff, e dados provenientes de bases de dados SQLite e PostGIS.