terça-feira, 13 de novembro de 2012

Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital


Foi publicado em Diário da República no passado dia 8 de Agosto o Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID), que vem regulamentar a Lei 26/2011 que impõe a adopção de formatos de dados abertos pela administração pública.

Isto é uma excelente notícia para todos aqueles que, como eu, já tiveram de passar horrores com dados fornecidos por entidades públicas em formatos fechados. Mas a questão da interoperabilidade é muito mais profunda, e não se resume a conveniencias pessoais e profissionais de cada um de nós. De facto, a questão de fundo, citando  o RNID, é:

"A utilização de formatos abertos (não proprietários) é imprescindível para assegurar a interoperabilidade técnica e semântica, em termos globais, dentro da Administração Pública, na interação com o cidadão ou a empresa e para disponibilização de conteúdos e serviços, criando a necessária independência dos fornecedores ou soluções de software adotadas. [...] contribui para a universalidade de acesso e utilização da informação, para a preservação dos documentos eletrónicos e para uma redução de custos de licenciamento de software."

No que aos Sistemas de Informação Geográfica diz respeito, o destaque vai para a adopção obrigatória dos protocolos web definidos pelo  OGC (Open Geospatial Consortium), nomeadamente WFS, WMS, WPS e WCS.

No entanto, o RNID é omisso relativamente a dados raster e vetoriais. Apenas é recomendada (não sendo por isso obrigatória) a adopção do formato PNG, e tornada obrigatória a adoção do formato SVG para desenhos vetoriais - embora o SVG dificilmente se possa considerar um formato SIG. No caso dos formatos raster, mesmo tendo em conta que alguns dos formatos mais populares, como o TIFF, não tenham um estatuto totalmente clarificadao - apesar da sua generalização, talvez se pudesse ter ido um pouco mais longe na recomendação de alguns formatos.

Independentemente disto, o RNID é sem dúvida um avanço e uma mais valia para os cidadãos e para a economia. A adopção do formato ODF (Open Office) é talvez o símbolo mais paradigmático deste avanço.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Guia de visita ao Vale do Tua

Embora possa parecer um assunto um pouco desfazado do que habitualmente é publicado neste blog, não poderia deixar de partilhar um plano de viagem - e respetivos dados geográficos, claro! - ao vale do Rio Tua (Trás-os-Montes, concelho de Carrazeda de Ansiães) mais propriamente o troço que irá desaparecer debaixo das águas da albufeira da barragem de Foz Tua.


É uma viagem que recomendo vivamente, e que acho que todas as pessoas que tenham possibilidade devem fazê-la. Só assim terão consciência do que realmente se vai perder com a construção da barragem - um património geológico, paisagístico e cultural verdadeiramente sublime. Mas vamos ao que interessa - a viagem, os dados, e como as geotecnologias nos ajudam.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Encontro Quantum GIS (QGIS Day) - Lisboa 2012


Aqui fica o programa e demais informações relativas ao Encontro Quantum GIS (QGIS Day) que irá decorrer em Lisboa no final deste mês. É uma excelente oportunidade de conhecer melhor este fantástico software, uma vez que há a possibilidade de frequentar workshops gratuitamente. Aproveitem (aviso - pode causar dependência!)
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Encontro Quantum GIS, 29 e 30 Outubro 2012
Auditório 8.2.30 - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa - Edificio C3 (Campo Grande)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Editar rasters com o GIMP

Certamente muitos de nós já nos deparámos com uma situação relativamente banal mas cuja solução, no mundo SIG, nem sempre é linear. Trata-se de edição de rasters, ou por outras palavras, "pintar" o nosso raster, ou brincar com os contrastes de modo a obter um mapa com o aspecto que estamos a imaginar. 

O programa GIMP pode dar uma ajuda nestas situações, se utilizado em conjunto com um qualquer software SIG. O GIMP é um programa de edição gráfica, com funcionalidades semelhantes às do Photoshop, que é distribuído sob uma licença GNU General Public Licence.

Princípio Geral

Há dois princípios gerais para edição de rasters georeferenciados em aplicações não SIG:

1 - Nunca se pode redimensionar o tamanho da imagem;
2 - A informação relativa à georeferenciação deve estar num ficheiro à parte e não embutida no próprio raster (como acontce por vezes no caso dos GeoTIFF).

Desde que estes princípios sejam respeitados é possível, efetuar, no GIMP, todo o tipo de edições relativas a cores, contrastes e efeitos, em rasters com extensão .tiff; ,jpg; .png; e .bmp.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Dados batimétricos gratuítos

General Bathymetric Chart of the Oceans (GEBCO) é um projecto que pretende (tradução livre): "disponibilizar publicamente o mais vasto e credível conjunto de dados batimétricos dos oceanos". Os dados são mantidos e distribuídos pelo British Oceanographic Data Centre (BODC) e resultam da combinação de varrimentos de sonar efectuados por navios um pouco por todo o mundo, combinados com dados recolhidos por satélite.
Os dados são disponibilizados sob a forma de grids no formato NetCDF (Network Common Data Form) com a resolução de 30 arcos de segundo ou de 1 minuto de arco de segundo.  No paralelo 39, os 30 arcos de segundo significam uma resolução espacial em torno dos 800x800m por pixel. Vejamos então como aceder aos dados.