quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SEXTANTE no Quantum GIS - instalação e configuração (LINUX)

Na primeira parte deste artigo vimos como instalar e configurar SEXTANTE no Quantum GIS (QGIS) em sistemas operativos Windows 7. Na segunda parte vamos ver como o fazer em sistemas Linux, tendo por base a distribuição Ubuntu 12.04.

I - Instalação e definições Gerais                                                                                      

A instalação no QGIS do plugin SEXTANTE é idêntica independentemente do sistema operativo em uso. As instruções dadas na primeira parte a esse respeito são válidas para quem estiver a usar Linux. O que muda é a forma de instalar os programas e as configurações de directorias que temos de indicar nas options and configurations do plugin SEXTANTE.

Vamos começar por adicionar o repositórios necessários para instalar alguns dos componentes necessários:

          sudo add-apt-repository ppa:ubuntugis/ubuntugis-unstable
         
Se já tiverem o Quantum GIS instalado então provavelmente já tem este repositório na vossa lista de fontes de software. Caso contrário é porque o Quantum GIS ainda não está instalado e vamos começar por aí. Numa janela de terminal digita-se:

         sudo apt-get install qgis

segunda-feira, 16 de julho de 2012

SEXTANTE no Quantum GIS - instalação e configuração (WINDOWS)


A integração da biblioteca SEXTANTE no Quantum GIS (QGIS) - disponível desde Abril - há muito que merecia uma mensagem neste blog, mas o tempo não dá para tudo, e só agora foi possível dedicar algum tempo a esta excelente notícia.


O SEXTANTE é mais um exemplo das vantagens do Open Source: integra numa única biblioteca algoritmos de análise de vários projectos - também eles de código aberto - GRASS, SAGA, GDAL, ORFEOTAUDEM entre outros. 

A biblioteca SEXTANTE é disponibilizada através de um plugin escrito em Python que dá acesso a mais de 500 funções. Algumas dessas funções são redundantes no sentido em que o próprio QGIS já as disponibiliza nativamente ou através de plugins já existentes, especialmente as funções baseadas na biblioteca GDAL ou os módulos GRASS. Não obstante existem muitas outras para as quais não havia solução nativa no QGIS.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Quantum GIS 1.8 "Lisboa"



Foi oficialmente lançada a versão 1.8.0 do Quantum GIS (QGIS) denominada "Lisboa" uma vez que o desenvolvimento desta versão inciou-se no Developer Meeting realizado em Lisboa em Abril de 2011.

As principais novidades podem ser consultadas nesta página.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Open Street Map em Sesimbra

Na sequência do projecto "Vamos Mapear Portugal" - cujas iniciativas já aqui foram abordadas anteriormente - deixo-vos a informação, tal me foi transmitida, relativamente à próxima OSM Party, que decorrerá em Sesimbra no proximo dia 12 de Maio. Desde já uma nota de agradecimento aos promotores pelo envio desta informação.

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A Associação Software Aberto para Sistemas de Informação Geográfica (OSGEOPT) está a organizar uma atividade nacional designada, Vamos Mapear Portugal, para promover a recolha de dados entre voluntários de todo o país para se criar o melhor mapa de sempre de Portugal sobre uma aplicação livre designada Open Street Map, que disponibiliza mapas de todo o mundo através da internet, e através das tecnologias móveis que utilizamos nosso dia a dia, vamos realizar em Sesimbra uma atividade para enriquecer o mapa da vila (nomeadamente nomes de ruas e pontos de interesse turístico). 

A atividade em Sesimbra é já no próximo dia 12 de Maio na Biblioteca Municipal (Sala multimédia durante todo o dia).
A atividade é composta por um período de trabalho de campo e trabalho de inserção de dados nos computadores.
Todos são bem-vindos, vamos criar o melhor mapa de sempre de Sesimbra.
Mais informações disponiveis em Facebook - Vamos Mapear Portugal

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Formação: Sistemas de Informação Geográfica em Arqueologia

Para todos os interessados em iniciarem-se no mundo dos Sistemas de Informação Geográfica, deixo aqui uma nota para uma acção de formação que irei realizar - a convite do Campo Arqueológico de Mértola (CAM) - nos dias 7, 8 e 9 de Junho, nas instalações do CAM.

Intitulada "Sistemas de Informação Geográfica em Arqueologia - Dados e Métodos", a formação  (21 horas), está integrada no ciclo de cursos livres promovidos pelo CAM para este ano, intitulado "Técnicas de Registo em Arqueologia". Poderão consultar a lista completa dos cursos aqui.


Aui fica o programa. Podem contactar-me em caso de dúvidas relativas ao programa e conteúdos a abordar.

terça-feira, 6 de março de 2012

Aster GDEM

Aster GDEM  (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer Global Digital Elevation Model) é uma iniciativa conjunta da NASA e do Ministério da Economia, Indústria e Transportes do Japão que visa disponibilizar gratuitamente um modelo digital de elevação para todo o mundo. Características chave:

  • Dados são disponibilizados em segmentos de 1º de latitude por 1º de longitude;
  • Resolução Espacial típica na ordem dos 27m;
  • Precisão altimétrica na ordem dos 7 a 14m;

Recentemente, a 3 de outubro, foi lançada a versão 2 que conta com vários melhoramentos, especialmente no que concerne a resolução e pequenas anomailas.

Vejamos então como obter um modelo digital de elevação a partir de dados ASTER- GDEM

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Notas sobre o Workshop Open Street Map

Conforme aqui referido anteriormente, decorreu nos dias 11 e 12 de Fevereiro, em Torres Vedras, nas instalações da ALT - Sociedade de História Natural, um Workshop em Open Street Map (OSM) integrado na iniciativa "Vamos mapear Portugal" e orientado pelo Victor Ferreira, veterano do OSM e membro conselheiro da OSGeo-PT.

Embora já haja algum historial de OSM Partys em Portugal, tanto quanto sei foi a primeira vez que se testou um modelo misto - uma componente de aprendizagem e uma outra de aplicação, idêntica a qualquer outra OSM Party.

O workshop contou com 9 intrépidos participantes que corajosamente enfrentaram o frio da rua (e da sala) com vista a melhorar o mapa de Torres Vedras. A animação que aqui deixo, preparada pelo Fernado Ribeiro, dá uma boa ideia dos resultados práticos do workshop:

Photobucket


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

N.º 4 da revista FOSSGIS Brasil

Saíu o número 4 da revista FOSSGIS Brasil. O destaque desta edição vai para os metadados - um artigo da autoria de George Silva e André Mendonça que já tive a oportunidade de ler e recomendo. Aqui fica então o link para descarregarem a revista (clicar na imagem).



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Workshop Open Street Map

Irá decorrer, nos dias 11 e 12 de Fevereiro, em Torres Vedras, um workshop dedicado ao Open Street Map (OSM) - projecto que pretende mapear todo o globo com recurso aos contributos de cidadãos de todo o mundo.


O workshop, integrado na iniciativa "Vamos mapear Portugal", é promovido pela OSGeo-PT e pela ALT - Sociedade História Natural (ALT-SHN) que cederá a biblioteca para os trabalhos de edição e sessões teóricas.

O modelo do evento é misto: por um lado é uma OSM party, mas por outro tem uma componente de aprendizagem (daí ser workshop) que pretende que todos os participantes saiam deste fds de convívio com competência e autonomia para começar a mapear.

Há um limite máximo de 16 participantes (contingências da sala). 

Mais informações e incrições aqui

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

wxGIS 0.4 - alternativa aberta ao ArcCatalog

Foi lançada a versão 0.4 do wxGIS, um software muito útil que permite navegar pelas directorias onde temos armazenados os nossos dados geográficos e visualizá-los e manipulá-los de forma rápida e intuitiva. A grande vantagem de uma aplicação deste género é que permite visualizar e organizar os nossos dados sem precisarmos de os abrir no nosso software SIG Desktop.

O wxGIS é distribuído com uma licença GNU GPL v3, e tem na sua base a inultrapassável e insubstituível biblioteca GDAL - Geospatial Data Abstraction Lybrary, uma colecção de drivers de uso livre (dentro dos termos da licença MIT/X) para abrir, criar e manipular uma longa lista de formatos raster e vectorial.

Uma das características simpáticas do wxGIS é o facto de não requerer instalação, e por isso mesmo ser altamente portátil: basta descomprimir o arquivo .zip disponível na página do projecto para a directoria que desejarmos ou para um pen/disco USB e podemos correr o programa abrindo o aplicativo wxGISCatalog. Existe igualmente uma versão para Linux, mas sem a portabilidade, ou seja tem de ser instalada e não corre a partir de uma simples pen.


Vejamos algumas das coisas interessantes que este programa pode fazer.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Interpoladores II - QGIS Interpolation Plugin (IDW)

No primeiro post desta série dedicado ao  Interpolation Plugin do Quantum GIS, a interpolação TIN obteve resultados melhores que a interpolação IDW. No entanto, como foi sublinhado, esses resultados foram condicionados pelo facto da interpolação ter sido feita com base em curvas de nível a partir das quais foram derivados os pontos para interpolação. Este segundo estudo irá testar o interpolador IDW para a obtenção de um Modelo Digital de Elevação (MDE) a partir de um conjunto de pontos cotados e não a partir de curvas de nível.
 
De forma a testar a influência do tipo de paisagem a modelar e a regularidade ou irregularidade de dispersão de pontos no Modelo Digital de Elevação (MDE) segui, no essencial, a mesma metodologia que adoptei anteriormente:

Objectivos e Metodologia

O principal objectivo deste segundo estudo é aferir em que circunstâncias a interpolação IDW poderá ser mais indicada que a interpolação TIN. Para tal confrontou-se o melhor interpolador TIN - segundo o teste anterior - com vários parâmetros de interpolação IDW.  O segundo objectivo é perceber até que ponto a regularidade ou irregularidade dos dados de entrada podem influenciar a performance da interpolação.

Mais uma vez, e considerando que os resultados obtidos a partir de interpolação são altamente influenciados pelo tipo de terreno que se está a modelar, foram considerados dois tipos de paisagem: Falésias e Colinas Aplanadas - cuja extensão é exactamente a mesma do estudo anterior de modo a permitir uma comparação de resultados mais segura.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Interpoladores I - QGIS Interpolation Plugin (TIN e IDW)

Um dos plugins mais interessantes que o Quantum GIS (QGIS) dispobibiliza é o plugin Interpolation, desenvolvido por Marco Hugentobler. Este plugin permite criar um modelo digital de elevação (MDE - um mapa em que o valor de cada célula representa a altitude do terreno) a partir de valores de altitude (Z) que podem estar contidos numa camada vectorial (layer) de pontos ou de linhas. Os valores das células são obtidos a partir de um de dois interpoladores que a ferramenta disponibiliza: TIN (Triangular Irregular Network) e IDW (Inverse Distance Weighting).

Embora o plugin seja extremamente fácil de usar, o modo de tirar o melhor partido possível desta ferramenta é altamente condicionado pelo tipo de paisagem que se está a modelar. Este post é um estudo comparativo dos resultados altimétricos obtidos por interpolação para dois tipos básicos de terreno: acidentado/falésia e aplanado/colinas. 

Objectivos e Metodologia

O objectivo deste estudo é comparar os valores obtidos pela interpolação com os valores supostamente reais de altitude. Este comparativo nasceu da necessidade que senti de avaliar a fiabilidade dos modelos de risco paleontológico que desenvolvi para a ALT - Sociedade de História Natural. Estes modelos têm como elemento chave o declive (slope), que é calculado com base num MDE que é precisamente o que o plugin Interpolation permite fazer.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Formação em Sistemas de Informação Geográfica com Quantum GIS

Terminou esta semana uma formação introdutória aos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) na Escola Profissional Alsud de Mértola. Consistiu num módulo de 25H integrado no curso de Assistente de Arqueólogo (certificação de Nível Secundário). Esta acção foi uma excelente oportunidade para explorar e divulgar algum do bom software aberto que actualmente existe para SIG, e aproveito para deixar aqui umas notas sobre esta experiência na esperança de poder vir a ser útil a outras pessoas, formadores ou não.

O público consistiu num grupo de 13 adultos que nunca tinham tido qualquer tipo de contacto com sistemas de informação geográfica. Optei portanto pelo Quantum GIS por achar que é, actualmente, um dos programas mais amigáveis e fáceis de utilizar. 

Tendo em conta as poucas horas disponíveis para o módulo e a ausência  de conhecimentos ou contactos prévios com o mundo SIG por parte dos formandos, defini como objectivos de aprendizagem os seguintes pontos:

sábado, 5 de novembro de 2011

Notas sobre o IV SASIG

Terminaram ontem as IV Jornadas de Software Aberto para Sistemas de Informação Geográfica que decorreram em Guimarães entre os dias 2 e 4 deste mês. As jornadas, promovidas pela OSGeo Portugal, consituiem um espaço de encontro e convívio entre profissionais e interessados pelas geotecnologias de código aberto. São uma boa oportunidade para conhecer o que se anda a fazer com software aberto na área dos SIG.

Das várias comunicações apresentadas deixo aqui umas breves notas sobre aquelas que me pareceram mais interessantes. Quem quiser saber mais sobre os temas deverá consultar a página da OSGeo Portugal.



A primeira comunicação das Jornadas ficou a cargo de Gonçalo Casaleiro, em representação da Agência para a Modernização Administrativa. A presença de um representante da Administração Central no encontro é, por si só, um dado salutar. A comunicação centrou-se no tema da interoperabilidade dos dados enquanto pré requisito para a integração legislativa e administrativa. A ideia chave desta comunicação é muito interessante e merece destaque para reflexão:

A adopção de normas abertas e a disponiblização de dados pelo Estado irá acrescentar valor a esses mesmos dados por via da cooperação com os cidadãos que essa política permite. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Programa do IV SASIG (Jornadas de Software Aberto para SIG)

Acabou de ser divulgado o programa detalhado das IV Jornadas de Software Aberto para Sistemas de Informação Geográfica que irá decorrer em Guimarães nos próximos dias 2 e 4 de Novembro.


PROGRAMA:

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MapCruncher: georeferenciar mapas e visualizá-los com Bing Maps ou Google Earth

Recentemente publiquei um pequeno tutorial sobre o Maptiler, um programa que gera kml super overlays, ou seja permite visualizar um mapa raster no Google Earth. Um dos comentários recebidos foi do Luís Tavares que aconselhou dar uma olhadela ao MapCruncher, um programa parecido com o Maptiler mas com duas diferenças fundamentais:

1 - Permite georeferenciar mapas de forma bastante intuitiva utilizando as imagens de satélite do Bing Maps como referência;

2 - Gera igualmente tiles, ou segmentos, mas estão associados a um ficheiro .xml para utilizar com o BingMaps.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Revista FOSSGIS Brasil

Sendo este um blog dedicado a soluções abertas no campo das geotecnologias, não poderia deixar de fazer referência e uma pequena análise a um projecto editorial recente vindo do outro lado do Atlântico: a revista FOSSGIS Brasil (Free and Open Source Sofware for Geographic Information Systems).

 
A revista, em português e com uma periodicidade trimestral, pode ser descarregada gratuitamente a partir daqui. Esta revista é um excelente recurso para quem quiser explorar o mundo do FOSSGIS. Das duas edições lançadas até ao momento (Março e Junho), destacaria a forma acessível em que a revista está redigida. A linguagem, não é excessivamente técnica o que a torna acessível ao público não especialista.

De entre os artigos que classificaria de divulgação destacaria os seguintes:

domingo, 17 de julho de 2011

MapTiler: visualizar mapas no Google Earth

MapTiler é um programa aberto que faz uso das bibliotecas GDAL para criar tiles (segmentos em português) de mapas de modo a que possam ser visualizados rapidadamente em função da escala e resolução necessárias no momento da visualização.

Entre outras coisas, o MapTiler permite criar KML Super Overlays, ou por outras palavras, segmentos construídos a partir de um único mapa raster cujos segmentos, escalas e resolução estão definidos num ficheiro .kml que ao ser aberto irá projectar o nosso mapa no Google Earth.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Instalar Google Earth no Linux Ubuntu 11.04

Actualmente o Google Earth é provavelmente o visualizador de informação geográfica mais popular e utilizado em todo o mundo. A facilidade de utilização e a rapidez de rendering das imagens explicam uma grande parte desta popularidade.

Para os utilizadores de Linux a versão mais recente do GE encontra-se disponível sob a forma de um pacote com a extensão .deb que pode ser descarregado a partir daqui

Apesar desta boa notícia, a instalação não é tão linear como a disponibilização de um pacote .deb poderá fazer supor. Assim, aqui fica um guia passo a passo para a instalação do GE para Ubuntu 11.04

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quantum GIS 1.7 está aí!

Conforme anunciado anteriormente, aí está a versão 1.7 do Quantum GIS (QGIS) denominada Wroclaw. Para quem já conhece, e vinha experimentando sob a forma de edições de desenvolvimento ou de teste - este é o resultado final que congrega já algum do trabalho desenvolvido aquando do Developer Meeting de Lisboa. Para quem não conhece, está na altura de conhecer e experimentar. Dificilmente encontrarão um software mais intuitivo e fácil para aprender a explorar o mundo dos Sistemas de Informação Geográfica que o QGIS.

Não me vou prender a enumerar as novidades, uma vez que seria algo redundante pois podem ser consultadas aqui. Nem tampouco irei fazer uma análise ou review. Aproveito o pretexto que o lançamento do QGIS 1.7 me proporciona para chamar a atenção de uma novidade um pouco mais escondida mas de extrema importância: o QGIS Issue Tracking