quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Workshop Open Street Map

Irá decorrer, nos dias 11 e 12 de Fevereiro, em Torres Vedras, um workshop dedicado ao Open Street Map (OSM) - projecto que pretende mapear todo o globo com recurso aos contributos de cidadãos de todo o mundo.


O workshop, integrado na iniciativa "Vamos mapear Portugal", é promovido pela OSGeo-PT e pela ALT - Sociedade História Natural (ALT-SHN) que cederá a biblioteca para os trabalhos de edição e sessões teóricas.

O modelo do evento é misto: por um lado é uma OSM party, mas por outro tem uma componente de aprendizagem (daí ser workshop) que pretende que todos os participantes saiam deste fds de convívio com competência e autonomia para começar a mapear.

Há um limite máximo de 16 participantes (contingências da sala). 

Mais informações e incrições aqui

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

wxGIS 0.4 - alternativa aberta ao ArcCatalog

Foi lançada a versão 0.4 do wxGIS, um software muito útil que permite navegar pelas directorias onde temos armazenados os nossos dados geográficos e visualizá-los e manipulá-los de forma rápida e intuitiva. A grande vantagem de uma aplicação deste género é que permite visualizar e organizar os nossos dados sem precisarmos de os abrir no nosso software SIG Desktop.

O wxGIS é distribuído com uma licença GNU GPL v3, e tem na sua base a inultrapassável e insubstituível biblioteca GDAL - Geospatial Data Abstraction Lybrary, uma colecção de drivers de uso livre (dentro dos termos da licença MIT/X) para abrir, criar e manipular uma longa lista de formatos raster e vectorial.

Uma das características simpáticas do wxGIS é o facto de não requerer instalação, e por isso mesmo ser altamente portátil: basta descomprimir o arquivo .zip disponível na página do projecto para a directoria que desejarmos ou para um pen/disco USB e podemos correr o programa abrindo o aplicativo wxGISCatalog. Existe igualmente uma versão para Linux, mas sem a portabilidade, ou seja tem de ser instalada e não corre a partir de uma simples pen.


Vejamos algumas das coisas interessantes que este programa pode fazer.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Interpoladores II - QGIS Interpolation Plugin (IDW)

No primeiro post desta série dedicado ao  Interpolation Plugin do Quantum GIS, a interpolação TIN obteve resultados melhores que a interpolação IDW. No entanto, como foi sublinhado, esses resultados foram condicionados pelo facto da interpolação ter sido feita com base em curvas de nível a partir das quais foram derivados os pontos para interpolação. Este segundo estudo irá testar o interpolador IDW para a obtenção de um Modelo Digital de Elevação (MDE) a partir de um conjunto de pontos cotados e não a partir de curvas de nível.
 
De forma a testar a influência do tipo de paisagem a modelar e a regularidade ou irregularidade de dispersão de pontos no Modelo Digital de Elevação (MDE) segui, no essencial, a mesma metodologia que adoptei anteriormente:

Objectivos e Metodologia

O principal objectivo deste segundo estudo é aferir em que circunstâncias a interpolação IDW poderá ser mais indicada que a interpolação TIN. Para tal confrontou-se o melhor interpolador TIN - segundo o teste anterior - com vários parâmetros de interpolação IDW.  O segundo objectivo é perceber até que ponto a regularidade ou irregularidade dos dados de entrada podem influenciar a performance da interpolação.

Mais uma vez, e considerando que os resultados obtidos a partir de interpolação são altamente influenciados pelo tipo de terreno que se está a modelar, foram considerados dois tipos de paisagem: Falésias e Colinas Aplanadas - cuja extensão é exactamente a mesma do estudo anterior de modo a permitir uma comparação de resultados mais segura.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Interpoladores I - QGIS Interpolation Plugin (TIN e IDW)

Um dos plugins mais interessantes que o Quantum GIS (QGIS) dispobibiliza é o plugin Interpolation, desenvolvido por Marco Hugentobler. Este plugin permite criar um modelo digital de elevação (MDE - um mapa em que o valor de cada célula representa a altitude do terreno) a partir de valores de altitude (Z) que podem estar contidos numa camada vectorial (layer) de pontos ou de linhas. Os valores das células são obtidos a partir de um de dois interpoladores que a ferramenta disponibiliza: TIN (Triangular Irregular Network) e IDW (Inverse Distance Weighting).

Embora o plugin seja extremamente fácil de usar, o modo de tirar o melhor partido possível desta ferramenta é altamente condicionado pelo tipo de paisagem que se está a modelar. Este post é um estudo comparativo dos resultados altimétricos obtidos por interpolação para dois tipos básicos de terreno: acidentado/falésia e aplanado/colinas. 

Objectivos e Metodologia

O objectivo deste estudo é comparar os valores obtidos pela interpolação com os valores supostamente reais de altitude. Este comparativo nasceu da necessidade que senti de avaliar a fiabilidade dos modelos de risco paleontológico que desenvolvi para a ALT - Sociedade de História Natural. Estes modelos têm como elemento chave o declive (slope), que é calculado com base num MDE que é precisamente o que o plugin Interpolation permite fazer.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Formação em Sistemas de Informação Geográfica com Quantum GIS

Terminou esta semana uma formação introdutória aos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) na Escola Profissional Alsud de Mértola. Consistiu num módulo de 25H integrado no curso de Assistente de Arqueólogo (certificação de Nível Secundário). Esta acção foi uma excelente oportunidade para explorar e divulgar algum do bom software aberto que actualmente existe para SIG, e aproveito para deixar aqui umas notas sobre esta experiência na esperança de poder vir a ser útil a outras pessoas, formadores ou não.

O público consistiu num grupo de 13 adultos que nunca tinham tido qualquer tipo de contacto com sistemas de informação geográfica. Optei portanto pelo Quantum GIS por achar que é, actualmente, um dos programas mais amigáveis e fáceis de utilizar. 

Tendo em conta as poucas horas disponíveis para o módulo e a ausência  de conhecimentos ou contactos prévios com o mundo SIG por parte dos formandos, defini como objectivos de aprendizagem os seguintes pontos: