segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quantum GIS 1.7 está aí!

Conforme anunciado anteriormente, aí está a versão 1.7 do Quantum GIS (QGIS) denominada Wroclaw. Para quem já conhece, e vinha experimentando sob a forma de edições de desenvolvimento ou de teste - este é o resultado final que congrega já algum do trabalho desenvolvido aquando do Developer Meeting de Lisboa. Para quem não conhece, está na altura de conhecer e experimentar. Dificilmente encontrarão um software mais intuitivo e fácil para aprender a explorar o mundo dos Sistemas de Informação Geográfica que o QGIS.

Não me vou prender a enumerar as novidades, uma vez que seria algo redundante pois podem ser consultadas aqui. Nem tampouco irei fazer uma análise ou review. Aproveito o pretexto que o lançamento do QGIS 1.7 me proporciona para chamar a atenção de uma novidade um pouco mais escondida mas de extrema importância: o QGIS Issue Tracking

domingo, 15 de maio de 2011

Georeferenciar Fotografias e visualizá-las no Google Earth

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Software necessário:        
                                         
 - GPS Prune               
 - ExifTool                                 
  
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Ter um arquivo fotográfico em que cada fotografia tem associada coordenadas geográficas/cartográficas pode ser extremamente útil não só para partilhar informação técnica, turística ou simplesmente pessoal, mas também pode ser uma forma muito interessante de apoio à gestão patrimonial.

É uma tarefa relativamente simples que pode ser feita tirando partido da extensão .exif (abreviatura de extended information) que basicamente é uma tag que anexa informação escrita a uma dada imagem, neste caso geográfica - latitude e longitude.

domingo, 1 de maio de 2011

Preparar prospecções com Google Earth e GPS

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Software necessário:        
                                         
 - Google Earth               
 - GPS Babel                   
 - Easy GPS                     
   
  (Este post é  um aprofundamento de um tema anterior)
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A prospecção arqueológica (ou de outro tipo) de uma dada zona deve ser antecedida de um estudo da cartografia e da paisagem com vista a adquirir uma noção da morfologia da zona - linhas de água, principais declives, acidentes topográficos, etc.

Este estudo (que não ocupa tanto tempo como por se possa pensar), se bem feito, permite melhorar a eficiência e é também um factor de segurança para o prospector (ter noção, por exemplo, da proximidade das estradas caso seja preciso pedir ajuda).

Os métodos clássicos continuam a ser, na minha opinião, extremamente válidos - nada como levar um mapa topográfico (normalmente a carta militar) connosco. No entanto, quando se trata de áreas extensas, como por exemplo um troço de uma estrada ou a bacia de uma futura barragem, poderá ser interessante levar connosco um GPS com alguns pontos de referência.

domingo, 17 de abril de 2011

Quantum GIS (QGIS) 1.7

Decorreu no passado dia 14 de Abril, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o QGIS Day  que antecedeu o Qgis Developer Meeting que deverá culminar no lançamento da versão 1.7 do Quantum GIS(QGIS) , uma das melhores soluções livres disponíveis actualmente.

Para quem não conheça, o QGIS é muito mais que um software para sistemas de informação geográfica, é uma plataforma altamente produtiva para trabalhar  dados geográficos. Além das clássicas operações de visualização e edição de dados, o QGIS ofereçe uma interface gráfica para tirar partido das poderosas capacidades de análise do GRASS, pode ser utilizado como aplicação cliente de bases de dados PostGIS, podemos também tirar partido de uma grande fonte de dados (imagens satélite google por exemplo) e a isto tudo ainda acrescem dezenas de plugins desenvolvidos por utilizadores de todo o mundo.

Por muito bom que isto pareça, a verdade é que ainda ficará melhor, pelo menos a julgar pelo que foi anunciado no QGIS Day. As melhorias que serão disponibilizadas pela versão 1.7 (que deverá estar disponível ainda este mês), foram apresentadas por Giovanni Manghi da Faunalia, e, para conhecimento, deixo aqui uma nota das que me parecem mais relevantes.

1. Reprojecção de Rasters

Uma das mais antigas e mais desejadas capacidades que se pedia ao QGIS. A partir da versão 1.7 já será possível sobrepor automaticamente mapas em formato raster e visualizá-los com o sistema de coordenadas do nosso projecto. Isso significa que se o nosso projecto estiver, por exemplo,  em WGS84, e adicionarmos um mapa raster cujo sistema de coordenadas seja Datum 73, não precisaremos de transformar o sistema de coordenadas desse mapa porque ele será automaticamente projectado no sistema de coordenadas do nosso projecto.

2. Opções de etiquetagem de objectos vectoriais

Não vale a pena alongar muito este tópico. Basta visitar esta mensagem no blog Linfiniti (editado por um dos programadores do QGIS) para ficar a saber todos os pormenores. Basicamente passará a haver muito mais opções para etiquetas o que certamente será extremamente útil.

A versão 1.7 será a última versão estável antes do lançamento do QGIS 2.0 - que ainda não tem data anunciada mas que já contará com algumas funcionalidades extra, entre as quais um globo tridimensional - tipo goolge earth, mas que permitirá visualizações tridimensionais dos mapas produzidos em QGIS.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Toponímia de Portugal

Geonames.org é um repositório online de dados toponímicos gratuítos ao abrigo da licença Creative Commons Attribution 3.0. A partir deste repositório podemos descarregar, em formato .txt, a informação toponímica de um dado país. Neste post farei uma demonstração daquela que me parece ser a forma mais simples de transformar estes dados em informação geográfica vectorial.